Volkswagen Kombi – 1978

Eis mais um anúncio enviado pelo amigo Alfredo Rodrigues. Trata-se da Kombi na sua edição de 1978. Note que o modelo ainda contava com a calota hemisférica que denotava os freios a tambor, sovaldi herança da geração anterior, find a T1, sovaldi vulgo “corujinha”.

Observe também a ausência de retrovisor do lado direito, algo inimaginável no trânsito de hoje.

Anos mais tarde, mimos, como o para-choque “color coded”, seriam deletados em nome da simplificação da manufatura e a redução de custos.

Volkswagen Kombi 1978

6 ideias sobre “Volkswagen Kombi – 1978

  1. A guisa de curiosidade, a Kombi 1978 foi a primeira Kombi a empregar juntas homocinéticas.

    Ate então as primeiras Kombis “clipper” (erroneamente chamada pois a verdadeira “clipper” foi na verdade a 1998 de porta de correr) vinha com a transmissão jogando potencia em dois pares de cruzetas de cada lado, e essas cruzetas, ligadas numa caixa redutora na extremidade de cada roda na razão de 1,26:1.

    O detalhe disso tuda é as cruzetinhas tinham que girar para trás para a perua andar para frente por conta da redução. Isso era conseguido montando a coroa do lado DIREITO da transmissão (que compartilha a mesma transmissão do Fusca/Brasilia/Variant – inclusive coroa e pinhão – nos carros , a coroa é do colocada do lado ESQUERDO).

    Não era raro os mecanicos montarem a coroa e o pinhão dessas Kombi’s como se montava no Fusca e bingo! A perua ficava com 4 marchas para trás e uma para frente! Ai eram trabalho dobrado de desmontar tudo e remontar do lado certo.

    • Outra coisa que eu esqueci de comentar sobre as cruzetas…sempre escutei que Kombi de cruzeta é péssima na areia e lama. Que ela ergue a roda. Confesso que achava isso um absurdo até compreender a dinamica da coisa. Como as cruzetas giram para trás para a as rodas girarem para frente (devido a caixa de redução nas rodas), a traseira da perua é forçada para cima, empurrando a suspensão para o curso máximo (e por consequencia, limitando a mobilidade e a articulação da suspensão). Quando a VW eliminou as caixas de redução e colocou juntas homocinéticas rodando para o sentido do movimento, o problema deixou de existir e a perua ficou excelente na areia e lama.

      Outro defeito do sistema de cruzetas é que na lama, os trancos no sistema de transmissão (pisos que acabam tendo aderencia e perdendo) acabavam deixando o sistema vulnerável a quebra dos cardãzinhos e por consequencia, perda de tração. Ai só rebocando.

      • Daniel, grato mais uma vez pela excelente explanação. Realmente a Kombi depois das cruzetas ficou muito boa na areia e lama. O fator limitante maior no fora-de-estrada é o pequeno curso das suspensões, que faz “levantar a perninha”… Abraço.

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