No ano do suposto encerramento da produção da venerável linha Volkswagen Kombi, troche traremos até você diversas literaturas e imagens que tratam do mais antigo veículo comercial em produção contínua do país, líder de mercado há mais de meio século.
Enquanto seus adversários execram as fraquezas da camioneta, como a falta de segurança, o acabamento espartano, a tendência de se incendiar espontaneamente (nos modelos com motor a ar) e de derreter com pouca perseverança ao sabor dos elementos, por outro lado, fileiras de aficionados se alinham para defender o carismático veículo. Clubes ao redor do planeta se organizam para cultuar o VW que conseguiu suplantar o Fusca em longevidade. Trata-se de um verdadeiro ícone pop.
Além das tradicionais variantes Standard, Luxo, Pick-Up e Furgão, o folheto de hoje, que se presume ser da primeira metade dos anos oitenta, mostrava também a já rarefeita Cabina Dupla e as polêmicas versões diesel.
Considerada por muitos o maior fracasso técnico da Volkswagen do Brasil, classificada como “o motor certo no carro errado”, pela excelente Revista Motor 3, de maio de 1982, a motorização diesel foi vitimada por inúmeros problemas. Enquanto uns atribuíam a baixa durabilidade ao deficiente sistema de arrefecimento, com radiador remotamente instalado na dianteira, outros diziam que o problema estava no filtro de ar, e até mesmo na temperatura do lubrificante. Talvez todos estivessem corretos, num efeito combinado de causas.
Elucubrações à parte, o fato é que se tratava de um propulsor “mignon” para o porte do veículo. Com apenas 50 cv a 4.500 rpm e torque máximo de meros 93 Nm a 3.000 rpm – similar ao de um Gol 1.0 – o pequeno motor 1.6 trabalhava duro para arrastar até 2.380 kg de PBT, sem falar dos corriqueiros excessos.
A máquina de 1.588 cm³, concebida para mover mais folgadamente automóveis de exportação como o Passat LDE, contava com injeção indireta Bosch com antecâmara e taxa de compressão bem elevada, de 23,5:1, de modo a permitir regimes de rotação acima dos 4.000 giros, impossíveis de se obter com a injeção direta da época. A partida a frio era auxiliada por velas aquecedoras.
Detalhes construtivos, como o acionamento da bomba injetora rotativa e da árvore de comando de válvulas por correia dentada, além do visual externo, deixavam claro se tratar de uma conversão do motor Ciclo Otto original para Diesel. Esta receita, seguida por muitos no mundo automotivo, visava em última análise, a criação de um diesel leve para baixos fatores de carga e, sobretudo, barato, que não fosse muito além da barreira de US$ 2 mil, viabilizando sua instalação massificada em carros de passeio.
Lançada no outono de 1981, a motorização diesel teve sua produção levada a cabo até 1986, quando ainda foram montadas algumas poucas unidades.
Não fosse a excelente reputação dos tradicionais “boxer” 1.6 Ciclo Otto das demais versões, talvez a linha Kombi tivesse perecido, vítima das idiossincrasias do pequeno propulsor diesel.
Em breve, mais sobre o tema VW “Tipo 2”… Aguarde!
Nota: com cerca de trinta anos de idade, a chamada do folheto abaixo ainda se faz atual…


BOA NOITE….
MAIS UM BELO POST,CURTO MUITO A VELHA KOMBI,TANTO QUE JA TIVE UMA…ISSO QUANDO AINDA ERA DE MENOR E PROVIDO DE BEM POUCO JUIZO…NOS POUCOS BONS LAPSOS COMPREI A KOMBI,DE ANO 1982 FURGÃO,MAS COM MOTOR BOXER…TIVE BONS MOMENTOS ALI VIU…
NESSA MESMA ÉPOCA MEU IRMÃO MAIS VELHO TINHA UMA 83,CABINE DUPLA,DIESEL,POREM COMO FOI MUITO JUDIADA,O TEIMOSO GUERREIRO A DIESEL ENTREGOU OS PONTOS,E DEU LUGAR PARA UM AP 1.8 DOADO POR UM SANTANA…
AINDA É COMUM POR AQUI ENCONTRAR ESSES MOTORES A DIESEL EM SAVEIROS,E DIGA-SE DE PASSAGEM UMA SAVEIRO A DIESEL TEM UM VALOR DE REVENDA BEM ALTO POR AQUI…E VEZ OU OUTRA ATÉ UMAS KOMBI SE VE PERDIDA…
NO MEU PONTO DE VISTA UM DOS MOTIVOS DESSA MA FAMA DO MOTOR A DIESEL,FORA OS BEM COLOCADOS NO POST,FICA UM POUCO JUSTAMENTE POR ESSA TAXA DE COMPRESSÃO TÃO ELEVADA,TENDO EM VISTA QUE ALGUMAS PEÇAS DAS PARTES MOVEIS DO MOTOR PROVEM DO MOTOR CICLO OTTO.E ELE TRABALHANDO COM POUCO PESO,COMO NA SAVEIRO SE COMPORTA MUITO BEM…
Reginaldo, novamente, estamos de acordo em 100%.
Nos aqui também confessamos que somos fãs desta camioneta! Também já usamos (e ainda o fazemos…) a viatura como montaria da casa. Portanto, somos suspeitos para analisá-la, embora as experiências vividas na pele, nos deixam mais à vontade para tal.
Um furgão 1982 bege também passou por nossa garagem, nos idos de 1988. Era um bom dormitório nos intervalos das aulas da faculdade e servia para aventuras leves, como a viagem de Cunha a Paraty, na divisa de estados SP/RJ. O motor diesel, claro, deu problemas, fundindo as bronzinas de biela, em mais de uma ocasião. Instalamos um botão para comandar o ventilador manualmente e um adicional, soprando ar fresco das aberturas laterais para o motor e, então, a coisa pareceu ter melhorado.
Por sorte, a VW resolveu bem os problemas de arrefecimento nos modelos Flex, que são impecáveis neste aspecto, embora utilizem o mesmo conceito de radiador remoto.
Grato por comentar.
Desde muito pequeno eu sempre fui fã de Kombi, mesmo enfrentando a resistência de alguns familiares que até hoje me perguntam por que razão eu consigo gostar de Kombi, como se fosse algo abominável. Mas vá lá, mesmo sendo mais antiga até que alguns concorrentes que já saíram de linha como a Besta, a Kombi se dá melhor em terrenos severos e tem a vantagem da suspensão independente que nenhuma outra van hoje à venda no mercado brasileiro oferece. Eu até diria que não é à toa que de vez em quando eu ainda vejo Kombi sendo usada mesmo como ambulância, já que o rodar fica um pouco mais suave sem precisar alterar a suspensão como em outras vans que tem molas removidas do feixe, o que é perigoso se não for compensado nos amortecedores.
Seguem fotos duma Kombi ambulância de um ambulatório particular de Pelotas e uma da prefeitura de Chuvisca, uma cidade do interior do Rio Grande do Sul.
Pelotas
http://1.bp.blogspot.com/-dCmqio09W4I/UBjEamPDUkI/AAAAAAAAB6g/SOYWsoIgReY/s1600/Imagem0094.jpg
Chuvisca
http://3.bp.blogspot.com/-r1VRmPDJOP0/TyyB9Tu9KwI/AAAAAAAAA1Y/_h4_tNwdfSU/s1600/Imagem0447.jpg
Mas essa foto foi feita em frente ao Hospital Santa Clara, parte do complexo da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre.
Daniel, pois então encontrou um amigo teu! Taxado de louco, exótico, insensato, hippie etc. e tal, nós ainda fazemos questão de ter uma delas como montaria diária…! Precisa dizer mais?
Gostar de Kombi é mal de Daniel…
Sempre fui fã de Kombi desde que sou pequeno também. Na construtora que meu pai foi sócio eu me lembro de 3, quando era pequeno: Duas do modelo de freios a tambor nas rodas dianteiras e uma já de freios a disco (era ano 1983 – tenho o manual dela) mas com alavanca de freio de estacionamento antiga ainda (sem o “cabo de guarda-chuva”)
Depois vieram outras, e a frota era de 4 peruas: Duas Standart bege vime (85 a álcool e uma 90 a gasolina) e duas Kombis Picape (1987 a álcool branca e 1991 a gasolina bege vime)
Meu pai sempre pegava a Kombi 1985 a álcool para irmos com a familia toda para Monte Verde (MG). Lembro-me como se fosse hoje, a perua “queimava” quase um tanque para sair de São Paulo, vencer a Fernão Dias no trecho da Serra da Mantiqueira e chegar no alto dos 1500 metros de Monte Verde.
A unica parte que não era divertida era fazer a perua funcionar de manhã cedo no inverno, muitas vezes com temperaturas abaixo de zero no alto da serra….
Daniel, é… Acho que esta doença pega. Por aqui nos pegou de jeito. Começou com a primeira volta escondida na “Corujinha” 1975 do nosso querido e finado padrinho. Depois passou por dois exemplares a diesel, até evoluir para a dupla atual, “Columbia” e “Endeavor”, 1994 e 2010, respectivamente…
Se você encontrar fotos desta sua antiga frota de VW T2 vai ser demais! Em especial das “Cabritas”, com as quais ainda sonhamos por aqui…
Em tempo, Monte Verde de Kombi etílica no inverno…ninguém merece.
Forte abraço!
Girald, a propósito, bacanas as fotos das ambulâncias. Por aqui, onde predominam Sprinter e a turma FWD, elas são bastante raras.
Só me falta arrumar uma Kombi para mim, e eu penso em fazer uns upgrades no interior e na mecânica para ficar mais confortável e com um desempenho mais satisfatório. Já tive vontade de adaptar um motor de 5 cilindros como o que era usado nas T3 sul-africanas (já tirei fotos duma Syncro alemã aqui perto do meu apartamento durante um passeio noturno com a minha cadela), mas acho que ficaria longo demais para o compartimento do motor da “bay-window” nacional…
Daniel, estas T3 são muito bacanas. Certa vez, durante uma viagem, peguei carona em uma. Mas não tem o mesmo charme da boa e velha T2… A ideia do trem de força com o motor I5 é intrigante. Sempre imaginei construir uma 4×4, com base no raro Jeg 4×4, da antiga Dacunha, ou pelo menos adicionar um “Select-Traction” à la “Gurgel”, para evitar o efeito cachorro fazendo pipi, com a perninha levantada e a roda girando em falso feito louca… Uma “cabrita” e uma “corujinha”, ou a combinação das duas, também povoam nossos sonhos materiais. Abraço.
AQUI EM CURITIBA EVANDRO,A KOMBI 1975 QUE VOCE CHAMA DE CORUJINHA,CONHECEMOS POPULARMENTE COMO KOMBI CUECA…POIS AQUELA RESSALTO DIANTEIRA,ONDE VAI O SIMBOLO DA VOLKS,ENTRE OS FAROIS,VISTO DE FRENTE LEMBRA AQUELAS VELHAS ZORBA (do comercial do passarinho amarelo)…
CUECAS A PARTE,UMA DAQUELAS AINDA É UM PLANO MEU PARA UM FUTURO,AFINAL…COMO NÃO GOSTAR A KOMBI…
Amigo Reginaldo, muito bom este apelido! Por aqui, chamam a Kombi T1 de “Corujinha” ou de “Jarrinha”… Abração.