Volvo N12 6×4 Trator Intercooler II – 1987

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Em se tratando de Volvo N12, no rx este post complementa o de ontem sobre a versão 4×2 do mesmo caminhão. O 6×4 é apresentado neste folheto configurado como cavalo mecânico. Naquela época, purchase uma unidade tratora tão poderosa era destinada principalmente ao transporte de cargas indivisíveis, pharmacy ou a tracionar semirreboques tipo pranchão, para movimentação de máquinas e equipamentos de construção e mineração. A excelente CMT de 120 toneladas corroborava esta vocação.

Cabe lembrar que naqueles tempos, as composições tipo rodotrem ainda estavam engatinhando, recém aprovadas por resolução de 1984, portanto, a demanda por unidades tratoras 6×4 rodoviárias ainda era pífia e 385 cv era considerada uma potência excessiva para as condições da época.

Esta literatura faz parte do vasto acervo compartilhado pelo amigo Fernando Luiz de Araújo.

 

6 ideias sobre “Volvo N12 6×4 Trator Intercooler II – 1987

  1. Olá Evandro, tudo bem? Um caminhão desse, com essa configuração 6×4 e esse CMT de 120T pode ter contribuído para a diminuição de caminhões do tamanho do Euclid para cargas indivisíveis nas estradas? Haja visto que hoje em dia caminhões de tamanho normal tenham CMT de até 250T. Ou o Euclid levava coisa maior e mais pesadas? Os Scania 111 6×4 da década de 70 eram usados mais na configuração rígida?

    Abraços e obrigado desde já

    • Caro Odair, grato pela interessante pergunta e desculpe pela demorada resposta!

      Certamente, a oferta de cavalos mecânicos 6×4 nacionais – como o N12 – diminuiu a necessidade de importação de caminhões super pesados, mas mesmo assim eles continuaram muito úteis em tarefas como a construção da Hidrelétrica de Itaipu, entre outras. No caso específico, caminhões Oshksosh Série J 6×6 com capacidade de 350 toneladas e motor Cummins KTA19 de 600 hp foram importados para darem conta da grande movimentação de material requerida. A maior parte destes caminhões permanece na ativa. Eles detém o título de maiores das estradas brasileiras até hoje, e são operados por várias empresas como a Superpesa, do Rio de Janeiro, uma das importadoras originais do modelo.

      Quanto aos Scania, a maioria dos LT111 (como eram chamados os 111 6×4) encontrava serviço como cavalo mecânico de pranchões carrega-tudo e linha de eixos. Um punhado ganhou a vida na extração florestal e como basculantes.

      Abraço.

  2. Muito obrigado pela explanação, Evandro. Tem esclarecido muitas dúvidas minhas! Espero muito pelo seu livro. E gostaria de emendar uma outra dúvida, mais técnica do que relativa à caminhões antigos: a resolução de 2011 proibiu cavalos mecânicos 6×2 de tracionar bitrem, deixando esse filão apenas aos 6×4. Você considera tal medida pertinente? Acredito ser melhor o 6×4, mas é realmente necessário tal tração para puxar esse tipo de composição? Acompanho a revista Transporte Mundial, e parece que os transportadores fogem do 6×4 como o diabo da cruz: usando semi-reboque de 3 eixos espaçados, cavalos 8×2, etc. O custo do 6×4 é tão assustador assim em relação ao 6×2? Obrigado pela atenção e abraços.

    • Caro Odair, este tema seria assunto para outro livro… Em suma, a cultura do transportador brasileiro repele o cavalo 6×4. Em países como a Colômbia, por exemplo, com longas serras de 15% de rampa, nem se cogita um “capenga” cavalo 6×2, que ficaria imóvel na primeira curva com piso molhado. Por aqui, o alto diferencial de custo (de cerca de R$ 40 mil no final dos anos 90, hoje reduzidos para uns R$ 20 mil, em média) tem sido o principal motivo inibidor do crescimento do 6×4, em detrimento do 6×2, que leva a vantagem do eixo com suspensor, o que ajuda a reduzir o desgaste de pneu (se bem que não se pode esquecer do maior desgaste nos pneus trativos…). Daí a proliferação de composições alternativas ao bitrem, inclusive com o fenômeno da conversão de cavalos para 8×2, para tracionar semirreboques modificados de 3 eixos e 54.500 kg de PBTC. Abraço.

      • Essa de levantar o terceiro eixo nunca entendi. Parece ser uma economia burra, porque como você bem disse, gasta-se mais os pneus mais importantes do caminhão. A solução usada nos caminhões coletores de lixo, em que o eixo posterior que traciona, parece ser mais acertada. Porém a maior sofisticação técnica, e consequente maior custo, e a falta de capacidade fabril de produzir caminhões assim em série jogam contra. Acredito que até em tais caminhões a tração 6×4 cairia bem, dada a severidade do serviço. Agora a pergunta: num 6×2 com eixo levantado a suspensão sofre muito? Afinal, é mais de 1 tonelada pendurada lá atrás. Sem contar que a maioria dos caminhões que fazem isso são carga seca/graneleiro, ou sider, que o eixo trator fica quase no meio do implemento, deixando muita coisa pra trás. Abraços!

        • Amigo Odair, do ponto de vista técnico, você tem toda razão. O terceiro eixo tipo “pusher axle” (à frente do eixo motriz) oferece inúmeras vantagens, mas é mais caro e complexo. O sistema adotado no Brasil, chamado de “tag axle” é amplamente aceito e está num estágio de maturidade de projeto, com funcionamento e durabilidade satisfatórios no entender dos operadores nacionais. Grato.

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