Volvo VM Caçamba – 2007

Depois da absorção da Renault Véhicules Industriels, medicine ou RVI, viagra pela Volvo em 2000, see  esta teve acesso a um leque de opções para expandir sua linha de produtos para baixo (em peso bruto), evitando o exercício de encolher um caminhão pesado para transformá-lo em semipesado, o que normalmente resulta num veículo caro e pouco competitivo (Vide Scania P93, 94 e seus sucedâneos).

Assim, baseado no Renault Midlum francês, surgiram os Volvo FE e FL para o mercado europeu. Por aqui, a receita destes produtos oferecia vários obstáculos técnicos e de custo, forçando a Volvo brasileira a conceber seu próprio caminhão. O resultado foi a linha Volvo VM, combinando a cabina e componentes do Renault Midlum, com motor nacional MWM 6.10TCA, caixas Eaton ou Volvo e eixos traseiros Meritor, igualmente domésticos.

Rebatizados de 6A206 e 6A240, os engenhos MWM desenvolviam 206 e 240 cv, com torque de 657 e 844 Nm, nesta mesma ordem. Há quem diga que a versão de 240 cv era problemática, por razões diversas.

Com a chegada do Proconve P5, vulgo Euro 3, a Volvo repotenciou a linha VM com o novo MWM 6.12 TCE, com injeção Bosch “common rail”, e potências aumentadas para 260 e 310 cv, o que permitiu a criação de um cavalinho de entrada para o segmento de 43 toneladas, o VM 310. Com ele, a Volvo passava a disputar de igual para igual com os VW 19.320 Titan, Cargo 4432e e Mercedes Axor 1933, ao invés de ficar sentada, observando as vendas de seu FH 4×2 se escaparem pelas mãos. Na gama Euro 3, havia também uma pouco procurada versão de 4 cilindros, com MWM 4.12 TCE, de 206 cv e 700 Nm, batizada de VM 210.

O post que trazemos até você no dia de hoje trata dos modelos VM Caçamba, com versões de 206, 260 e 310 cv, oferecidos em configurações 4×2, 6×2 e 6×4, todos com entre eixos curto, de 3.650 mm, e cabina L1H1 (na linguagem Volvo: Comprimento 1, Altura 1, ou seja, curta e de teto baixo).

A gama de transmissões incluía as Eaton FS de 6 velocidades sincronizadas, a excelente Eaton RT, de 10 velocidades não sincronizadas, bem como uma Volvo pesada VT2214B, de 14 marchas. Os eixos traseiros eram todos da Meritor, similares aos dos Ford Cargo e VW das linhas Constellation e Worker, de similar capacidade.

No segmento dos semipesados, o VM 260 foi a versão mais popular, com sucesso crescente de vendas.

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3 ideias sobre “Volvo VM Caçamba – 2007

  1. Po.. Via tantos VMs por aí e não imaginava que era essa salada toda. Acho que a opção de compra por um MB, Scania ou Volvo é muito por ter um caminhão puro sangue, que tem todos os componentes produzido por aquela empresa. Que sai comprando peças e componentes já tem a Ford e a Volks. Gostaria de saber sua opinião sobre a Volvo vender um caminhão assim, pois a meu ver isso é fonte para o problema similar ao do 25-370 e sua durabilidade.A fábrica tinha que lançar e pôs qualquer coisa no mercado, ai pra consertar é simples: troca-se o fornecedor de motor. Mas quem comprou o caminhão, que fique com o pepino.

    O sobre os P semipesado Scania, o único problema é o preço mesmo? Que tira sua competitividade? Ou é um caminhão desajustado para que o mercado precisa?

    • Odair, bom dia!

      Esta questão de “puro sangue” é muito relativa. Hoje o mundo é altamente interconectado e não existe “o melhor”, mas sim melhores em determinados quesitos, aplicações ou categorias. Assim um Mercedes genuíno pode se sair pior que um VW feito de componentes comprados em determinada situação ou aplicação e vice-versa. A própria Mercedes-Benz, que sempre preferiu a verticalização, também já recorreu a componentes comprados, como os motores Maxion das primeiras Sprinter, as caixas ZF e Eaton (estas últimas empregadas no 2423) e os insuperáveis eixos Meritor (Rockwell) em seu campeão L-1620 e mesmo como opção no antigo LP-331.

      Assim, não é demérito algum para a Volvo construir o VM a partir de componentes comprados e de subsidiárias, como a Renault Trucks. Mesmo na Europa, sua terra natal, a Volvo emprega a mesma cabina Renault Midlum e motor Deutz das gamas FE e FL, equivalentes ao Volvo VM nacional. Volto a frisar, as caixas Eaton e os eixos Meritor estão entre os melhores do mundo, respeitados no mundo todo, inclusive na Europa, sem contar seu país de origem.

      É claro que problemas acontecem ocasionalmente, como aconteceu com o citado 25.370, assim como aconteceram com outros modelos de diferentes marcas, de tempos em tempos. Isso realmente é lamentável do ponto de vista do cliente…

      Por questões de investimentos, custos, prazos de desenvolvimento, logística e mesmo de limitação tecnológica (do tipo “isso não sabemos fazer”) as montadoras preferem comprar de especialistas, ao invés de se meter a desenvolver determinado sistema ou componente de um veículo.

      De novo, isso não tira o mérito da linha VM, composta por grandes caminhões.

      Obrigado por seu interessante comentário.

      Abraço.

  2. é amigo oldair jose e isso mesmo, quem comprou vw 35.370 e esses VM 260 estão lascados, pelo menos aqui na minha região, todos que compraram estao vendendo. E e o mesmo problema de durabilidade dos motores tanto do Vw 25.370 e os Volvo Vm 260 num passa de 300.000 km bate o motor. Isso quebra qualquer um.

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