VW Kombi “Clipper” – 1976 a 1978

Em 1976, check a Kombi brasileira havia se transformado num híbrido do modelo alemão, sovaldi do qual emprestou a seção dianteira, unhealthy porém mantendo a estrutura original da antecessora “Corujinha” da coluna “B” para trás e na parte mecânica, incluindo eixos e transmissão, porém com motor 1.600.

No segundo semestre de 1978, a linha Kombi passou a oferecer dupla carburação opcional e, mais importante, teve suas caixas de redução final suprimidas em favor de semieixos com juntas homocinéticas.

Enriquecendo nosso recente post sobre a Kombi “Clipper” (http://caminhaoantigobrasil.com.br/volkswagen-kombi-1978/), nosso amigo e colaborador frequente Daniel Shimomoto de Araujo teceu interessantes comentários sobre a camioneta das safras de 1976 a 1978, que reproduzimos a seguir, junto com as imagens enviadas por ele:

“A guisa de curiosidade, a Kombi 1978 foi a primeira Kombi a empregar juntas homocinéticas.

Ate então as primeiras Kombis “clipper” (erroneamente chamada pois a verdadeira “clipper” foi na verdade a 1998 de porta de correr) vinha com a transmissão jogando potencia em dois pares de cruzetas de cada lado, e essas cruzetas, ligadas numa caixa redutora na extremidade de cada roda na razão de 1,26:1.

O detalhe disso tuda é as cruzetinhas tinham que girar para trás para a perua andar para frente por conta da redução. Isso era conseguido montando a coroa do lado DIREITO da transmissão (que compartilha a mesma transmissão do Fusca/Brasilia/Variant – inclusive coroa e pinhão – nos carros , a coroa é do colocada do lado ESQUERDO).

Não era raro os mecânicos montarem a coroa e o pinhão dessas Kombi’s como se montava no Fusca e bingo! A perua ficava com 4 marchas para trás e uma para frente! Ai eram trabalho dobrado de desmontar tudo e remontar do lado certo.

Outra coisa sobre as cruzetas…sempre escutei que Kombi de cruzeta é péssima na areia e lama. Que ela ergue a roda. Confesso que achava isso um absurdo até compreender a dinamica da coisa. Como as cruzetas giram para trás para a as rodas girarem para frente (devido a caixa de redução nas rodas), a traseira da perua é forçada para cima, empurrando a suspensão para o curso máximo (e por consequencia, limitando a mobilidade e a articulação da suspensão).

Quando a VW eliminou as caixas de redução e colocou juntas homocinéticas rodando para o sentido do movimento, o problema deixou de existir e a perua ficou excelente na areia e lama.

Outro defeito do sistema de cruzetas é que na lama, os trancos no sistema de transmissão (pisos que acabam tendo aderencia e perdendo) acabavam deixando o sistema vulnerável a quebra dos cardãzinhos e por consequencia, perda de tração. Ai só rebocando.”

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